No Brasil, o baixo nível de conhecimento sobre a asma entre pacientes e profissionais da Atenção Primária resulta em controle inadequado da doença, exacerbações frequentes, internações evitáveis, mortalidade elevada e maior impacto econômico para o SUS. Para enfrentar essa lacuna nacional, o projeto visa desenvolver e validar um conjunto integrado de ferramentas educativas digitais, fundamentadas no diagnóstico nacional das lacunas de conhecimento e do nível de literacia digital em saúde de adultos com asma e profissionais da APS. O estudo está sendo realizado em duas etapas: a primeira dedicada ao mapeamento das lacunas de conhecimento e habilidades digitais; a segunda voltada à criação, validação e refinamento de um kit educativo digital, envolvendo identificação de materiais existentes, elaboração de conteúdo por especialistas, prototipagem, validação de conteúdo, pré-teste com o público-alvo e ajustes finais antes da disseminação para o SUS. Espera-se que as soluções criadas ampliem a literacia em asma, qualifiquem o manejo clínico, fortaleçam o automanejo e contribuam para diagnóstico precoce, maior adesão ao tratamento, redução de exacerbações, internações e mortes evitáveis, além de melhorar desfechos clínicos e reduzir custos à saúde pública.
Resumo Leigo:
No Brasil, muitas pessoas com asma — e até mesmo profissionais da saúde — ainda têm pouco conhecimento sobre a doença, o que aumenta o risco de crises, internações e até mortes que poderiam ser evitadas. Para ajudar a mudar essa realidade, este projeto vai criar e testar um conjunto de ferramentas digitais educativas, feitas especialmente para pacientes e profissionais das unidades básicas de saúde. Primeiro, será realizado um levantamento nacional para entender quais são as principais dúvidas sobre asma e qual é o nível de facilidade das pessoas com o uso de tecnologia. Depois, será desenvolvido um kit educativo com conteúdos claros, materiais digitais acessíveis e ferramentas fáceis de usar, criado com apoio de especialistas e testado com o público real. A expectativa é que essas ferramentas ajudem a reconhecer cedo os sinais da doença, melhorar a adesão ao tratamento, evitar crises e reduzir internações, tornando o cuidado mais seguro, eficiente e acessível para quem depende do SUS.